Telemetria para economizar
TransManá economiza R$ 4,7 milhões por mês com telemetria. Análise de dados de condução, consumo e manutenção dos veículos reduz gastos da transportadora e gera economia semanal de até R$ 800 mil com combustível
A TransManá Transportes passou a economizar até R$ 4,7 milhões por mês ao aprimorar a gestão de sua frota com o uso da telemetria da Geotab , líder global em gestão de frotas, ativos e veículos conectados. A tecnologia capta dados em tempo real, como velocidade, localização e comportamento do motorista, e organiza essas informações para dar visibilidade à operação, orientando decisões de manutenção, abastecimento e condução.
Os ganhos registrados pela TransManá impactaram uma frota de mais de mil veículos, incluindo ativos próprios, locados e agregados, com capacidade para realizar cerca de 1,2 milhão de entregas por mês. O monitoramento de padrões de condução também passou a orientar o treinamento dos motoristas e a identificar comportamentos de risco, sendo fundamental para que a transportadora preserve o histórico de zero fatalidades mantido desde sua fundação, em 2018.
Esse nível de visibilidade, no entanto, não existia antes da adoção da telemetria. Até então, a gestão da frota dependia de dados distribuídos entre sistemas distintos e controles paralelos, e a reunião desses registros exigia etapas manuais, dificultando a identificação de eventuais irregularidades.
“Antes de aderir à plataforma da Geotab, precisávamos reunir informações extraídas de diversas fontes para entender o que estava acontecendo na operação. Esse processo atrasava a tomada de decisão e, muitas vezes, levava a conclusões erradas”, afirma Alexsandro Oliveira, CEO e cofundador da TransManá.
Com os dados consolidados em uma única base, a empresa passou a comparar o desempenho entre veículos semelhantes e a identificar diferenças de consumo, desgaste e condução, corrigindo desvios com mais rapidez e reorganizando a operação de maneira contínua.
De acordo com Marcio Fugisava, Business Development Manager da Geotab Brasil, o principal ganho com adoção da telemetria está na forma como as decisões passam a ser tomadas na operação. “Quando a empresa consegue ver como a frota está sendo operada no dia a dia, passa a identificar comportamentos que aumentam o consumo, o desgaste ou os riscos e consegue corrigir isso com mais precisão”, explica.
Correções na operação geram economia de até R$800 mil por semana
No caso específico da TransManá, os custos mensais de manutenção, que variavam entre R$3 milhões e R$4 milhões, foram reduzidos para cerca de R$2,5 milhões. A implementação da solução contou com o suporte da Rotagyn, revenda parceira da Geotab, responsável por apoiar a integração da tecnologia à operação da transportadora.
“Antes, nós tínhamos gastos altos com reparos, sem entender exatamente a origem do problema. Com a telemetria, ficou claro como alguns padrões de condução impactavam o nível de desgaste dos veículos e, a partir daí, conseguimos nos antecipar e planejar melhor as intervenções necessárias”, destaca Alexsandro Oliveira.
O controle de combustível também avançou. Ao cruzar os registros dos veículos com as informações do abastecimento, a empresa passou a comparar quanto foi colocado no tanque com os gastos registrados no sistema, identificando divergências e gerando economia de aproximadamente R$800 mil por semana, após o ajuste da operação.
A análise de dados também passou a orientar o treinamento dos motoristas, com foco na padronização da condução. Com as informações coletadas pela telemetria, a transportadora estruturou um trabalho contínuo de capacitação para estimular boas práticas de direção e garantir maior consistência na operação.
A sustentação desse processo contou ainda com o acompanhamento da Rotagyn na fase inicial de uso da plataforma, apoiando a adoção das funcionalidades e a leitura dos dados pela equipe da transportadora.
“A partir dessa iniciativa com os motoristas, passamos a ver na prática o impacto da condução no desgaste dos veículos. O intervalo de troca de pneus, por exemplo, que era de cerca de três meses, passou para seis”, ressalta o CEO da TransManá.
Para Marcio Fugisava, o caso da transportadora ilustra a evolução de uma operação que deixa de depender da intuição e passa a ser conduzida por critérios claros de gestão. “Quando a análise de dados entra na rotina da frota, o gestor deixa de se basear em decisões isoladas e reativas e passa a operar de forma mais consistente e preventiva. É isso que sustenta os bons resultados ao longo do tempo”, finaliza.
Bruno Castilho
bruno@cargasetransportes.com.br
