25 de fevereiro de 2024

CARGAS

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Carlos Campos

IOT na logística

Segundo estudo “IoT Snapshot 2022”, elaborado pela empresa global Logicalis, entre os anos de 2018 e 2021, o mercado identificou que 57% das companhias brasileiras já estão implementando soluções de IoT em seus negócios.

É inegável que a tecnologia passou a ser indispensável em todos os segmentos da economia, graças aos benefícios que ela proporciona para os negócios. Por isso, soluções como big data, inteligência artificial, machine learning e internet das coisas (IoT) vem sendo amplamente adotadas no dia a dia das empresas, nos mais diversos segmentos.

De acordo com o estudo “IoT Snapshot 2022”, elaborado pela empresa global Logicalis, entre os anos de 2018 e 2021, o mercado identificou que 57% das companhias brasileiras já estão implementando soluções de IoT em seus negócios. Com relação as soluções mais utilizadas destacam-se o monitoramento de ativos e manutenção preditiva (31%), geolocalização (28%) e rastreamento de entregas, cargas e/ou logística externa (27%).

Como podemos notar, o segmento de logística é um dos maiores usuários de aplicações de IoT. Devido ao número alto de informações de rotas, gestão de ativos, veículos e pessoas, que precisam ser coletadas, processadas e analisadas diariamente, a tecnologia IoT faz com que todo esse processo se torne muito mais eficaz. Muitas empresas já entenderam o valor do IoT para aprimorar suas operações logísticas, garantir maior segurança e eficiência e reduzir custos e perdas.

Além disso, o Brasil possui uma grande extensão territorial e desafios significativos, como a alta dependência do modal rodoviário, tornando o uso das aplicações IoT um componente fundamental para atender essa demanda e alcançar resultados econômicos mais expressivos e com maior eficiência operacional.

Atualmente, as soluções de IoT para o segmento de logística e gestão de ativos envolvem a aplicação de dispositivos e sensores conectados via conectividade celular, que são integrados a diversos elos da cadeia, como caminhões, veículos leves, contêineres, pallets e até mesmo as mercadorias em si, com o objetivo de coletar dados em tempo real, tornando possível rastrear a localização exata dos ativos durante toda a cadeia de suprimentos, permitindo um monitoramento preciso de todas as etapas do processo logístico.

Assim, essas informações coletadas são transmitidas para plataformas de análise e gerenciamento de riscos, onde são processadas e interpretadas por equipes especializadas.

Além disso, a internet das coisas proporciona diversas aplicações para melhorar a eficiência, rastreabilidade e segurança das operações, como o uso de sensores de rastreamento em cargas, que permitem monitorar em tempo real da localização e condição dos produtos. Esses sensores podem medir até mesmo variáveis como temperatura, umidade, luminosidade, choque e outros parâmetros específicos de cada carga, garantindo que as mercadorias sejam transportadas em condições ideais e seguras.

Ela também possibilita a automação de processos logísticos, como inventário, gerenciamento de frota e roteirização otimizada, garantindo entregas mais rápidas e precisas. Em um futuro próximo, podemos esperar uma combinação do IoT com outras tecnologias como IA/ML (inteligência artificial e “machine learning”) e Blockchain se tornará comum, resultando em uma gestão mais inteligente e preditiva das cadeias de suprimentos, com mais segurança dos dados e das transações.

Dispositivos serão integrados à sistemas de IA/ML para prever demandas futuras, otimizar rotas de entrega e antecipar problemas de manutenção em veículos e equipamentos. A aplicação de tecnologias Blockchain também ganhará relevância para garantir a transparência e segurança nas cadeias de suprimentos, rastreando cada etapa do processo logístico de forma imutável, adiantando processos documentais e agilizando obrigações alfandegárias.

No longo prazo, a tecnologia IoT deve revolucionar completamente a logística como conhecemos hoje, automatizando quase que completamente a forma como as operações logísticas são realizadas. O uso extensivo de veículos autônomos e drones, para entregas e transporte de mercadorias deve ganhar impulso, além de redes inteligentes de distribuição que respondem automaticamente a demandas variáveis.

O IoT também impulsionará a economia compartilhada, onde os ativos logísticos serão compartilhados entre várias empresas para maximizar a eficiência e minimizar custos. Tudo isso resultará em uma logística mais eficiente, sustentável e conectada, trazendo benefícios significativos para as empresas e para a sociedade como um todo.

Artigo de Carlos Campos, diretor-geral da emnify no Brasil