27 de maio de 2024

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Sem navios

Escassez de navios de carga rolante desafia a logística mundial. Com apenas 500 navios Ro-Ro em circulação no globo, a crise vai desde aumento no preço do frete marítimo até falta de espaço para embarcar as cargas

No mundo hiperglobalizado de hoje, os desafios logísticos são numerosos. Além da situação de seca no Canal do Panamá, o transporte de carga rolante enfrenta uma questão crítica: de acordo com a empresa de pesquisas SkyQuestt, há apenas 500 navios de carga rolante (também conhecidos como navios Ro-Ro) estão em operação nas Américas.

Essa escassez de espaço nos navios Ro-Ro desencadeou uma crise no transporte de cargas rolantes, levando a um aumento exponencial nos custos de frete. Os impactos dessa crise são profundos e afetam diversas indústrias, destacando a urgência de encontrar soluções inovadoras para superar esse desafio premente.

Uma das soluções emergenciais encontradas pela DHL Global Forwarding, uma das líderes globais em serviços de frete e logística, é adotar uma abordagem de embarques breakbulk, na qual as cargas são carregadas individualmente em navios. Essa estratégia permite uma gestão mais eficiente do espaço disponível, ajudando a mitigar os efeitos da escassez e reduzindo os custos para os seus clientes.

“Estamos comprometidos em oferecer soluções personalizadas que não apenas atendam às necessidades imediatas de nossos clientes, mas também preparem o terreno para uma logística global mais inovadora e flexível”, afirma Cláudio Ramos, diretor de Projetos Industriais e Energia Renovável da DHL Global Forwarding. “Ao adotar práticas como embarques breakbulk, estamos demonstrando nosso compromisso de liderar a indústria em meio a desafios complexos.”

Essas medidas não apenas respondem à crise presente, mas também indicam uma mudança fundamental na logística global. Ao adotar estratégias inovadoras como os embarques breakbulk, a indústria está se transformando para enfrentar desafios complexos. Essa adaptação não só resolve preocupações imediatas, mas também aponta para uma evolução radical na forma pela qual o mundo pensa sobre transporte e logística.

Bruno Castilho

bruno@cargasetransportes.com.br