27 de maio de 2024

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Gerenciando riscos

Gerenciamento de riscos: como a segurança potencializa a expansão dos negócios? Quando o assunto é transportar cargas de unidades produtoras do Sul do país para os grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, é necessário considerar uma prática do crime organizado que é bastante utilizada: a infiltração de profissionais “limpos”

A escalada da violência se tornou uma fonte de renda para diversos atores, seja para os violadores das leis ou para o turbilhão de “especialistas” em segurança que não param de surgir. Um fator que impulsiona direta e indiretamente a violência, seja nos casos de furtos ou até mesmo os roubos de cargas que resultam em mortes, é o cenário de desemprego que continua elevado e, na recente medição, cresceu 8,6%, atingindo 9,2 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

Quando o assunto é transportar cargas de unidades produtoras do Sul do país para os grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, devemos considerar uma prática do crime organizado que é bastante utilizada: a infiltração de profissionais “limpos” que geram facilidades na arrecadação de uma carga ou serviço.

 No meio disso tudo, estão as empresas, que precisam garantir suas atividades fim e, por vezes, sem um conhecimento do setor de segurança, acabam se tornando alvos de profissionais sem capacitação e conhecimento técnico. Mas, é importante saber que o Gerenciamento de Riscos, quando conduzido por profissionais capacitados, reduz acidentes, preserva vidas, blinda a marca, expande as vendas e garante as entregas.

Para garantir esses benefícios, vamos conhecer o que há nesse universo – até mesmo para nos protegermos de oportunistas. Gerenciar riscos está além de falar “sim” ou “não” para determinada ação ou demanda. Atualmente, tal atividade está focada na geração de soluções para alcançar mais market share com o menor risco possível e, para isso, podemos encontrar soluções variadas, como as tecnológicas: sistemas de rastreamento, tablets que registram todas as rotinas e câmeras com sensor de fadiga que têm como objetivo a redução de acidentes, entre outras.

O fato é que o avanço tecnológico elevou o nível de segurança das operações. Mas, os motoristas precisam ter minimamente habilidades com elas. Ao mesmo tempo, tais tecnologias implicam em alta rotatividade de motoristas por insensibilidade às regras.

Como vimos, de um lado estão os desempregados, de outro, a escassez de mão de obra especializada e, somado a tudo isso, o aumento das desigualdades sociais e a redução do poder de compra, que gera pressão nas empresas para alcançar metas de vendas a qualquer custo e, consequentemente, comportamentos de riscos em gestores. O gerenciamento desses riscos, assim como outros que podem ser mapeados, inerentes ou não à cada negócio, são imprescindíveis para organizações que têm como foco a expansão e manutenção de seus negócios.

Por fim, é importante ressaltar que fazemos parte desses ciclos como sociedade e alimentamos o mal com os nossos comportamentos egoístas e cultura de benefício próprio, como comprar na informalidade produtos de origem desconhecida que percorrem um trajeto sombrio até que estejam expostos nas simplórias barraquinhas ou por meio de vendedores ambulantes nos trens urbanos.

Ao comprarmos e alimentarmos essa prática, é preciso ter consciência dos impactos diretos na economia do país, tais como arrecadação de impostos, aumento nos preços dos produtos nas prateleiras, aumento de fretes e custos extras com segurança.

Artigo de Eduardo Masulo, consultor master na ICTS Security, empresa de origem israelense que atua com consultoria e gerenciamento de operações em segurança