27 de maio de 2024

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BBM firme e forte

BBM Logística encerra 2022 com R2 bilhões de receita de vendas, melhor resultado de sua história. Em 2021, esse número foi de R 1,598 bilhão

 A BBM Logística, um dos maiores operadores logísticos do modal rodoviário do Brasil e do Mercosul, encerrou 2022 com R$2 bilhões em receita operacional bruta. Em 2021, esse número foi de R$ 1,598 bilhão.

Além disso, outro recorde foi registrado: R$ 455,3 milhões de receita líquida operacional no quarto trimestre de 2022 (4T2022). Considerando o ano de 2022, a companhia registrou R$ 1,631 bilhão, 20,3% superior a 2021. O Ebitda (Lajida, em português, que significa Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) também foi o maior da história: R$ 50 milhões entre outubro e dezembro — chegando a R$ 144,9 milhões em 2022.

Os resultados mostram a capacidade operacional e a resiliência da BBM em um cenário desafiador para todo o setor de transporte e logística, como foi 2022. “No âmbito global, o mercado foi impactado pela escalada de preços nas cadeias de suprimentos e o conflito na Ucrânia; e em nível nacional, com a instabilidade econômica, os efeitos das fortes chuvas e dos bloqueios de rodovias. Ainda assim, a BBM obteve o melhor resultado operacional da sua história”, destaca o CEO da empresa, André Prado.

Segundo o executivo, a performance positiva tem como respaldo o resultado da manutenção da carteira de clientes, o processo bem-sucedido de repasse dos custos, o foco na racionalização de despesas e o aumento da alavancagem operacional.

Vale destacar o crescimento de 49% das receitas nas operações florestais no 4T22, em função, principalmente, da mobilização e ramp up de um novo contrato. Nas operações dedicadas, a receita líquida avançou 39,4% em relação ao 4T21, e totalizou R$ 163,9 milhões no trimestre. Outra operação com crescimento acelerado foi a de E-commerce, que avançou 33% no ano. No segmento de Transporte, o nível de serviço prestado atingiu patamar recorde nesse último trimestre, com uma retenção de carteira acima de 98%.

O pipeline comercial se manteve bastante aquecido, com a conquista de 990 novos contratos e acordos comerciais no ano, totalizando novas receitas de R$ 350 milhões. No último trimestre, foram fechados 280 novos contratos ou acordos comerciais, que representaram cerca de R$ 105 milhões de novas receitas. O backlog de negócios em implantação ou em ramp up totalizava, em 31 de dezembro, aproximadamente R$ 500 milhões.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, vem em processo de redução, passando de 4,58x no segundo trimestre, para 2,72x no 4T22, fruto de um melhor desempenho operacional, associado a uma boa gestão de caixa e esforços para diminuir a necessidade de capital de giro, permitindo ganhos de eficiência e margens.

Bruno Castilho

bruno@cargasetransportes.com.br