27 de maio de 2024

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Tecon Rio Grande da Wilson Sons: aumento de exportação, importação e navegação interior

Semestre de crescimento

Lucro da Wilson Sons cresce 23% no primeiro semestre. Receita sobe 9% para R$ 1,2 bilhões. Companhia registra resultados robustos em rebocadores, crescimento operacional em terminais de contêiner e recuperação expressiva em serviços associados à energia offshore

A Wilson Sons, líder em logística portuária e marítima no Brasil, registrou lucro líquido de R$ 197 milhões no primeiro semestre deste ano, 23% superior ao mesmo período de 2022. No segundo trimestre de 2023, o lucro líquido da companhia foi de R$ 111 milhões, uma alta de 583% na comparação com igual período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, somou R$ 1,2 bilhão no acumulado dos seis primeiros meses deste ano, avançando 9% sobre o comparativo.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 497 milhões no primeiro semestre deste ano, ficando 13% acima do comparativo.

Listada no segmento do Novo Mercado da B3 sob o código PORT3, a Wilson Sons divulgou seus resultados financeiros nesta quarta-feira (09/08), após o encerramento do pregão da bolsa de valores brasileira.

Segundo a companhia, os resultados positivos refletem o excelente desempenho em rebocadores, com maior volume e um aumento da receita média por manobra e de operações especiais; o crescimento operacional nos terminais de contêiner, impulsionado principalmente por uma recuperação robusta de volume no Tecon Rio Grande (RS); e a forte recuperação dos serviços associados à energia offshore.

O EBITDA da divisão de rebocadores aumentou 10% no primeiro semestre deste ano. Em abril, foi adicionado à frota da Wilson Sons – a maior e mais moderna do País, com 80 embarcações – o novo rebocador WS Rosalvo, de 91 toneladas de tração estática, posicionado no porto do Açu (Norte Fluminense) para atender a grandes navios de minério de ferro e petroleiros.

Em julho, a empresa também implementou um novo sistema de gestão de frota de rebocadores, desenvolvido em parceria com a Argonáutica, líder no fornecimento de soluções digitais para os setores marítimo e portuário, que permitirá a busca contínua por eficiências operacionais e oferta de serviços melhores aos clientes.

No primeiro semestre deste ano, a receita de terminais de contêiner cresceu 6%, com um aumento de 7% nos volumes e um aumento de 1% no EBITDA. O Tecon Rio Grande registrou crescimento de 12% na movimentação total, principalmente devido ao aumento nos fluxos de navegação interior, contêineres vazios, exportação, importação e transbordo.

O Tecon Salvador, por sua vez, apresentou volumes estáveis, pois o aumento nos fluxos de contêineres vazios, cabotagem e exportação foi atenuado pela queda nas importações e transbordo. A conclusão do reforço do cais em agosto de 2023 dará suporte à melhora da oferta de serviços no terminal baiano durante o segundo semestre do ano.

A demanda pelos serviços associados à energia offshore também melhorou de forma expressiva no primeiro semestre. As atracações nas bases de apoio offshore aumentaram 68%, impulsionadas pela campanha de perfuração da Enauta, iniciada no quarto trimestre de 2022, pelo novo contrato com a 3R Petroleum, que começou no primeiro trimestre de 2023, e pelo aumento da atividade spot. Na joint venture de embarcações offshore, os dias em operação cresceram 18% ano contra ano, suportados pela maior atividade da frota própria, bem como das embarcações afretadas.

“De modo geral, o desempenho do primeiro semestre demonstra um forte crescimento orgânico em nossos negócios. Continuamos otimistas quanto aos fundamentos dos nossos negócios relacionados ao fluxo de comércio de rebocadores e terminais de contêiner que, juntamente com a recuperação da demanda por nossos serviços associados à energia offshore, proporcionarão a base para um desempenho superior dos nossos ativos. No contexto de um ambiente de mercado positivo, seguimos confiantes de que o nosso foco contínuo em segurança, utilização crescente de ativos, controle de custos, e uma abordagem disciplinada para alocação de capital produzirão resultados robustos aos clientes e demais stakeholders dos nossos negócios”, afirmou Fernando Salek, CEO da companhia.

Bruno Castilho

bruno@cargasetransportes.com.br