27 de maio de 2024

CARGAS

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Digitalizando produtos perigosos

A digitalização no transporte rodoviário destes produtos. As novas tecnologias favorecem empresas que buscam aumento de produtividade e redução de custos operacionais

Dados da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná indicam que o Brasil teve um aumento de 31% nas importações de tecnologia de 2020 a 2021. O setor vem crescendo com o desenvolvimento de serviços, mão de obra e novas tecnologias. O país tem uma participação de mercado menor que a média mundial, que foi de 22%. No entanto, sua participação na indústria de TI aumentou desde então, sendo de 0,36%. Com um faturamento de US$2,7 bilhões torna o mercado brasileiro o 83º maior do mundo.

No transporte rodoviário de cargas, essencialmente no segmento de produtos perigosos, a tecnologia é usada na prevenção de acidentes. Tendo em vista que sinistros neste setor podem gerar penas nas esferas administrativas e criminais, além de obrigações de reparo, indenização ou compensação dos danos causados ao meio ambiente, direta ou indiretamente, pelas empresas envolvidas.

Para José Maria Gomes, presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), a digitalização tem trazido diversos benefícios ao setor transportador, principalmente no que diz respeito à segurança.

 “Atualmente temos como uma das principais tecnologias o uso de câmeras, que permitem às transportadoras fazerem um monitoramento mais seguro da operação e do comportamento do condutor. E também em casos de sinistros você possui mais facilidade para apontar os responsáveis pelo acontecido”, afirma Gomes.

Essa ação não muda a responsabilidade perante a legislação, mas consegue dar um panorama em uma investigação de acidente, onde houve todos os cuidados de seguranças por parte do operador, mas que por circunstâncias do trânsito não foi possível evitar o sinistro.

Outra questão que tem trazido facilidades foi a digitalização do porte de documentos como, por exemplo, as licenças ambientais, que são obrigatórias para o transporte rodoviário de produtos perigosos.

“Recentemente conseguimos resolver o problema do Cadastro Técnico Federal (CTF) e da Autorização de Transporte do Ibama, fazendo com que os motoristas possam levar consigo em um smartphone, sem precisar carregar papéis. Além disso, nas operações do dia a dia, existem diversos aplicativos de check-list eletrônico ou intervenções remotas, que beneficiam e agilizam diversos processos”, completa o presidente.

A digitalização no transporte rodoviário de cargas, no segmento de produtos perigosos, atua na simplificação e segurança, havendo um vasto leque de elementos que contribuem na melhoria da gestão do setor.

Bruno Castilho

bruno@cargasetransportes.com.br