22 de maio de 2024

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‘Sem’ pedágio

Com free flow, Veloe prevê aumento na base de clientes para a tecnologia de tags. Recém-implementado no Brasil, o sistema free flow de pedágio já gera expectativas positivas no mercado de mobilidade

Recém-implementado no Brasil, o sistema free flow de pedágio já gera expectativas positivas no mercado de mobilidade no país. A nova tecnologia, que permite a passagem nos pedágios sem as tradicionais cabines físicas, deve impulsionar a adesão de motoristas aos serviços de pagamento automático. A Veloe, marca de mobilidade urbana e gerenciamento de frota, já vem participando dos estudos para a estruturação do sistema há pelo menos dois anos, por meio de testes com o uso de tags (adesivos).

“O novo modelo deve gerar uma alta de procura pelo pagamento automático nos pedágios, principalmente em razão das facilidades atreladas ao uso da tag no sistema free flow, tanto no pagamento, quanto nos serviços”, destaca o superintendente de operações da Veloe, Alexandre Fontes.

A expectativa é que o novo modelo atraia novos clientes e incentive o uso dos adesivos de passagem automática nos pedágios. “Vale lembrar que 50% da frota nacional de veículos utiliza tags de passagem automática nas praças físicas de pedágio, o que nos indica um enorme potencial para o free flow”, destaca Fontes

Em fase de testes desde o início de janeiro no país – e já presente há mais de 20 anos no Chile, EUA e Europa -, o free flow funciona por meio da combinação de tecnologias de identificação do veículo a partir de antenas fixadas em pórticos ao longo das rodovias.

Ao passar por essa estrutura, o veículo é registrado e identificado. A tarifa é gerada automaticamente e o pagamento é feito quando a fatura chega no endereço em que a placa do carro está registrada. A identificação pode ser feita via tag (adesivos veiculares), leitura óptica da placa e solução mobile.

As primeiras experiências em território brasileiro acontecem na BR-101, a Rio-Santos, nos trechos de Itaguaí, Mangaratiba e Paraty. Neles, foram instalados os pórticos e, até o fim de janeiro, será iniciada uma operação assistida. A previsão é que a cobrança passe a valer em março.

Vantagens da tag

Embora existam várias tecnologias para viabilizar o free flow, a tag tem se demonstrado a mais eficaz. No final de 2022, a ABEPAM (Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade) apresentou à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) um amplo estudo com sugestões para a implementação do free flow no Brasil, com foco na adoção das tags como o modelo principal.

“Primeiro, porque já existe um sistema implementado em boa parte das rodovias brasileiras. Além disso, as tags contribuem para a redução do tempo de viagem de veículos leves e pesados, porque permitem uma viagem mais fluida; promovem uma maior justiça tarifária e, por fim, reduzem o custo operacional das rodovias”, explica Fontes.

De outro lado, lembra, há ainda uma parcela de motoristas que prefere fazer o pagamento no guichê físico. Ele destaca que a adesão de novos usuários depende, dentre outros fatores, de um trabalho intenso de informação e conscientização dos motoristas brasileiros sobre os benefícios e facilidades do free flow.

“A partir do momento que o pagamento será realizado definitivamente de forma remota, com a passagem liberada, benefícios como o desconto progressivo e outras facilidades, que já existem no mercado internacional e poderão ser adotadas no Brasil futuramente, devem atrair esse público”, ressalta.

Tecnologia

Desde que a novidade passou a ser discutida no país, a Veloe realiza estudos para contar com a melhor tecnologia em free flow para os usuários da marca. Como resultado, os testes acabaram sendo fundamentais para a própria implementação do novo modelo no país, já que a empresa colabora diretamente com os órgãos federais de trânsito, ajudando a aprimorar o serviço prestado aos motoristas.

Além do desenvolvimento em tecnologia, a Veloe já vem investindo no aperfeiçoamento de seu time interno para encarar as novas demandas que surgirão com a popularização do modelo free flow no país.

“Estamos estruturando procedimentos internos e investindo em treinamentos para adaptarmos nossos times às novas demandas do free flow. Junto com o modelo de pagamento, sairá na frente quem souber trabalhar bem tanto a comunicação sobre os benefícios do serviço, quanto o pós-venda. A área de sucesso do cliente, por exemplo, será estratégica nesse novo cenário”, comenta Fontes.

Bruno Castilho

bruno@cargasetransportes.com.br